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Linux beneficia governos não só pelos custos, diz criador

A preferência de governos por plataformas baseadas no Linux é uma decisão que vai além da redução de custos do Estado, apesar da migração gerar problemas de adaptação e compatibilidade, afirmou o criador do sistema operacional de código aberto, Linus Torvalds, em evento nesta terça-feira.

O governo brasileiro adota há alguns anos o uso de sistemas de informática em código aberto, mas há dois anos admitiu que vinha tendo problemas com a adoção do software livre na esfera federal como no Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e mesmo em empresas de tecnologia do governo, como Dataprev e Serpro.

Segundo a Linux Foundation, hoje cerca de 70% dos aplicativos críticos do governo brasileiro já são de plataforma livre.

“Usar Linux não é somente redução de custos, é questão de controle e autonomia do sistema que você usa. Com os governos, há a questão de segurança de usar um sistema que “ninguém pode tirar de você”, você não fica à mercê de uma empresa internacional”, defendeu Torvalds durante entrevista coletiva.

O diretor-executivo da Linux Foundation, Jim Zemlin, admitiu que nenhuma transição de Windows, da Microsoft, para Linux é indolor. Mas defendeu que se for bem feita, os benefícios são perenes.

“Os custos da transição são altos, não apenas em dinheiro, porque você precisa reaprender uma série de coisas, mas eu nunca vi uma mudança para Linux elevar custos”, disse Zemlin.

A Linux Foundation estima que existam pelo menos 3 milhões de computadores com Linux no Brasil, considerando apenas uma das versões adotadas. O governo federal continua priorizando o software livre em licitações, abrindo sempre primeiro as ofertas para programas de código aberto, passando para software prioritário somente quando não há opção.

Fonte:  tecnologia.terra.com.br

Multitouch entra nos planos da Canonical para o Ubuntu

Gestos táteis e interações complexas estão nos projetos da Canonical, desenvolvedora da distribuição Linux Ubuntu (que para quem não sabe é um sistema operacional). O multitouch (recurso popularizado no iPhone) deverá fazer parte das próximas versões do software de código aberto.

Quem sinalizou com a possibilidade foi o próprio Mark Shuttleworth, fundador da Canonical.

A plataforma está sendo desenvolvida com o objetivo de permitir a criação de aplicações por desenvolvedores incluindo os recursos de toque na tela.

Os usuários poderão meter o dedão na tela – e com vontade – a partir da versão 10.10 do SO. Segundo o blog de Shuttleworth, o Ubuntu multitoque exigirá dispositivos com suporte a quatro dedos (me pergunto porque não colocaram já a mão inteira logo.

Testes estariam em andamento usando um Dell XT2 como plataforma de desenvolvimento. O objetivo é inserir esta funcionalidade em grandes aplicativos a partir da edição 11.04.

Com o surgimento dos tablets, o Ubuntu multigesture daria mais uma alternativa Linux no mundo dos computadores prancheta. Uma distribuição que está se popularizando cada vez mais poderia ser instalada, e fazer frente às versões proprietárias. Não se trata de ser contra Windows ou Apple, mas sim à favor do usuário, convenhamos, quanto mais opções houver, melhor. Quem sabe um tablet com a cara desse aqui da foto não pinta no mercado até o final do ano? O que você acha da idéia?

Fonte: wp.clicrbs.com.br

aMSN 2 e Emesene 2: A Nova Geração

Essa postagem provavelmente deixará muita gente feliz, pois quem nunca, ao menos, testou o aMSN e/ou o Emesene que atire a primeira pedra. E esses dois gigantes dos messengers para Linux estão com suas próximas versões em desenvolvimento. Apesar de não terem data marcada para o lançamento, os trabalhos no Git de ambas é bem intenso.

A alguns anos no Linux quando o Empathy não existia, o Pidgin não era isso tudo e o Kopete era ruim. Praticamente toda a distro que se prezasse usava o aMSN e os usuários aprovavam, principalmente pelo suporte a temas, plugins, webcam e todo o tipo de funcionalidades que o MSN proporciona. O Emesene é um projeto mais recente, mas que conta com um apoio da comunidade para implementação de melhorias, como foi no caso da última versão estável, que antes foi liberada pela comunidade quase como um fork. Esse fator levou o Emesene a crescer assustadoramente rápido.

aMSN 2: Messenger completo para cada ambiente gráfico

O aMSN estável é um programa escrito em Tk/Tcl. Nada contra a linguagem, mas não se pode negar que ela não é nada atual, o que nos leva a acreditar que os desenvolvedores fazem um verdadeiro milagre nessa versão do aMSN. Outro ponto interessante é que o aMSN originalmente era um projeto de um cara chamado Álvaro (por isso o “a” de aMSN), que acabou abandonando o projeto. Alguns desenvolvedores o tomaram para si e continuam o mesmo até hoje. Quando se  fala de projeto original de outro desenvolvedor, significa que a base do aMSN não foi feita pelos desenvolvedores atuais, o que torna o aMSN 2 um desafio ainda maior para os mesmos.

A proposta dos desenvolvedores para a nova versão do messenger é bem ousada, mas muito possível: trazer o aMSN para cada ambiente gráfico. Mas como assim? Ao invés de se focarem em uma única versão, eles estão utilizando Python como base, e construindo as interfaces em PyQt4 e PyGTK. Não sei se essa iniciativa chega a ser boa, pois será um problema que acabará atrasando o desenvolvimento. Com mais de uma interface, os desenvolvedores precisarão implementar cada nova função em ambas, o que não é nada prático.

Isso se reflete nas funções apresentadas. Testei a interface PyGTK apenas pelo fato de estar no Lxde, que é feito em GTK. Os menus ainda são pobres (para não dizer que não tem nada) e a interface não se comporta tão bem. Você tem apenas, só para dar um exemplo, a opção de mostrar os usuários de acordo com o grupo, não de acordo com o status. A janela de conversação a princípio parece completa, mas quando você vai procurar um simples emoticon vê que não foi implementado ainda.

Claramente o aMSN 2 ainda vai precisar de bastante tempo para ser considerado estável. Falta praticamente tudo no programa, desde funções básicas, como mostrar os contatos de acordo com o status e não o grupo, até funções – provavelmente a serem implementadas muito a frente – avançadas como suporte a WebCam. Mas, sem dúvida, após ficar pronto o messenger será incrível. No entanto, deve demorar.

Emesene 2: Messenger em ascensão

O Emesene 2, pelo screenshot, pode parecer mais simples. Mas, cuidado, é só aparência. O trabalho do desenvolvedor no messenger foi excelente e ele está num estágio bem mais avançado que o aMSN2. Enquanto o aMSN2 se foca em estar disponível em vários ambientes gráficos, o Emesene se foca no ambiente GTK. Talvez por isso, o estágio geral do desenvolvimento esteja muito mais avançado.

Contando com apenas uma interface, o messenger se desenvolve rápido. Já tem todas as funções básicas, inclusive alguns plugins padrão, suporte a temas Adium para a janela de conversação e muito mais. Um outro ponto interessante é o suporte a mais protocolos além do MSN: o Jabber e o Gtalk. Apesar de não poder estar com todas as seções ativas (como no caso do Empathy e do Pidgin), a nova função é muito interessante e trás o programa para mais usuários.

Praticamente todas as funções básicas que um messenger precisa ter, já estão implementadas no Emesene 2. O que falta para ele chegar ao nível do Emesene 1.5 é o suporte a funções avançadas, como o suporte a Webcam. Mas são nessas funções avançadas que ele deve demorar mais, pois o suporte a webcams no GTalk e no MSN não é tarefa fácil. Mas no geral, o Emesene está em estágio bem mais avançado.

Versões Estáveis a Vista?

A resposta para esse pergunta é definitivamente não, principalmente no caso do aMSN. Muita coisa precisa ser implementada e muita coisa precisa ser melhorada. No caso do aMSN 2, as perguntas relativas a data de lançamento feitas no fórum oficial do programa foram respondidas com um “xilique” de alguns desenvolvedores, o que reforça a idéia de que a versão oficial está longe de ser lançada. O Emesene não é muito diferente, e o pedido insistente por algumas funções resultou até em uma postagem bem humorada do desenvolvedor no blog do Emesene.

Por enquanto, o melhor a se fazer é aguardar o lançamento da versão estável e testar com frequência as versões nos repositórios Git, para sentir como avança o desenvolvimento dos programas. Mas uma coisa é certa: depois de lançados, ambos serão messengers incríveis.

Links Importantes:

Git do Emesene 2: http://github.com/marianoguerra/emesene

Git do aMSN 2: http://github.com/amsn/amsn2

Fonte: espacoliberdade.blog.br

Instalando um Linux no Pen Drive

Ubuntu sobrevive ao desafio hacker

Quando Charlie Miller chegou para tentar invadir o recém-lançado MacBook Air com o OS X 10.5.2 (Leopard) -o mais recente representante da linhagem dos sistemas operacionais que já teve fama de praticamente inviolável-, havia expectativa se ele conseguiria ser o primeiro hacker a vencer o desafio PWN TO OWN 2008. Miller já chamou o desafio de “Superbowl dos hackers”, em alusão à grande disputa do futebol americano.

Era o segundo dia do desafio. No primeiro, com regras mais rígidas, os três sistemas a serem desafiados -OS X, Ubuntu e Vista- passaram incólumes.

Enquanto Miller calmamente conectava seu desgastado MacBook Pro ao fininho Air, cerca de 20 pessoas se postaram à sua frente. Ele tinha 30 minutos para usar uma falha que o permitisse acessar, na vítima, um arquivo escolhido pela organização do evento.
Cerca de três minutos depois, ele disse: “Está feito”, para gritos e aplausos da platéia. “Foi fácil”, mas faltava checar.

Um dos organizadores -aquele que entrou em um site com um código malicioso criado por Miller, como permitia a regra para o segundo dia- sorriso no rosto, verificou aqui e ali. Estava feito.

Miller então teve que assinar um documento garantindo que ele não vazaria as informações sobre o bug antes que a falha utilizada fosse corrigida. Foi divulgado, apenas, que era um problema no Safari.

Miller já sabia o que fazer. “Trabalhei nisso [no bug] cerca de uma semana”, disse ele à Folha. Questionado se esse tipo de concurso não era prejudicial, pois jogava luzes sobre problemas que poderiam ser utilizados por criminosos, Miller respondeu: “Não. Agora a Apple vai conhecer a falha e corrigi-la. Se não fosse assim, ela continuaria lá. Como existem diversos outros bugs para serem explorados.”

Miller, que trabalha na empresa de segurança digital Independent Security Evaluators, é conhecido por ser um dos primeiros hackers a descobrir uma falha que permite invadir o iPhone.

Resta um

No terceiro dia, quando o Air já não estava na disputa, os computadores receberam populares programas desenvolvidos por terceiros -o navegador Firefox e o OpenOffice, por exemplo.

Depois de algumas horas tentando, um trio utilizando um MacBook Pro conseguiu explorar uma falha no Flash e invadir o Windows Vista. Restou intacto o Ubuntu, para a surpresa dos organizadores. Shane Macaulay, que ajudou a invadir o Vista, já havia contribuído para invadir um Mac no ano passado.

 


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