Desafio V: Trabalhando para a Imprensa (palco do desafio)

18/03/2008 9:31 0 comentário

INTRODUÇÃO

Tudo estava tranqüilo na capital federal, até que o dono de uma empresa de informática entrou no escritório de Maurício Marinho, um funcionário de terceiro escalão dos Correios, com uma câmera escondida. O empresário filmou Marinho recebendo R$ 3 mil de propina e entregou o material à imprensa. Poderia ser mais um caso de corrupção, mas Marinho dizia na gravação fazer tudo sob as ordens do deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ).

Bob Jeff, como era chamado pelos mais íntimos, começou a ser investigado sem piedade pela imprensa, que descobriu outros “amigos” dele cobrando comissões para agilizar negócios Brasil afora, um deles envolvendo a compra de madeira ilegal na região amazônica. Acuado, Jefferson decidiu pressionar os aliados no Governo Federal e foi bater à porta do mais poderoso ministro da República, José Dirceu, responsável pela Casa Civil. Dirceu achou que tudo não passava de uma bobagem e deu as costas para o deputado.

Furioso com o pouco caso de Dirceu, Jefferson jurou vingança. E cumpriu. No dia 6 de junho deu uma entrevista à jornalista Renata Loprete, da Folha de São Paulo, revelando a existência de um esquema para compra de votos dos parlamentares no Congresso. O esquema foi apelidado de Mensalão.

Segundo Jefferson, a máfia era coordenada por Dirceu, com a participação dos principais líderes de três dos partidos aliados do Governo: Pedro Corrêa Neto, o pernambucano do PP, Waldemar Costa Neto (PL-SP) e o próprio Jefferson, pelo PTB. O dinheiro seria lavado através de campanhas publicitárias, pela DNA e SMP&B, empresas do marketeiro Marcos Valério.

Duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI’s) foram montadas para investigar as denúncias, que envolviam ainda o secretário de Comunicação, Luiz Gushiken, o presidente do Sebrae, Paulo Okamoto, o presidente do PT, José Genoíno, o tesoureiro do partido, Delúbio Soares, o publicitário do Governo, Duda Mendonça, e mais de duas dezenas de deputados e senadores.

A ventania virou uma tempestade, Marcos Valério se contradisse, a Polícia Federal descobriu saques de até R$ 150 mil de suas contas, efetuados por deputados e assessores. Mais de uma centena de pessoas tiveram os sigilos telefônico, bancário e fiscal quebrados e até um assessor de irmão de Genoíno tentou embarcar num avião carregando 100 mil dólares na cueca! No auge da crise, todos os dias a imprensa surgia com uma nova denúncia, revelando extratos, comprovantes de saques e e-mails trocados entre os deputados envolvidos, marketeiros, assessores e ministros.

Como conseqüência, caíram Genoíno, Gushiken, Delúbio, Duda, Okamoto e Dirceu. Este último voltou à Câmara para tentar se defender, mas acabou cassado. Mesmo destino de Roberto Jefferson e Pedro Corrêa Neto. Waldemar e outros sete deputados renunciaram para não perderem os mandatos.

Desafios Apresentados:
Desafio I: Caso Empresa Invadida
Desafio II: Caso Site de Pedofilia
Desafio III: Servidor de pedofilia
Desafio IV: Ataque Terrorista
Desafio V: O Mensalão

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