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Google quer regras globais para proteger dados on-line

A Google, uma das maiores empresas mundiais da área da internet, quer que sejam adotadas regras para que informações confidenciais fornecidas pelos internautas aos sites sejam protegidas da mesma forma em todo o mundo.

O conselheiro de privacidade da Google, Peter Fleischer, apresentou a proposta nesta sexta-feira em uma conferência da Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) na França.

Ele pediu à agência da ONU que governantes e membros do mundo empresarial ajudem a proteger a privacidade dos usuários antes que a rede sofra uma “crise de confiança”.

Internautas de todo o mundo fornecem aos diversos sites, inclusive os ligados à Google, informações pessoais como números de telefone e de cartões de crédito, fotos e e-mails, que podem ser usadas para cometer crimes. Mas Fleischer disse acreditar que muitos países não oferecem a segurança necessária para os usuários.

Na Europa, por exemplo, há regras que protegem a confidencialidade dos dados, mas elas foram estabelecidas em 1995 –antes do uso comercial da internet se popularizar. Nos Estados Unidos, não há leis nacionais que garantam a privacidade dos internautas, mas cada Estado ou setor comercial pode estabelecer suas regras.

No Brasil, não há nenhuma lei específica protegendo a privacidade dos usuários da web, assegurando a confidencialidade de suas informações pessoais, mas há projetos a respeito em tramitação no Congresso.

“Os países que têm regimes de proteção à privacidade, que não são a maioria, seguem modelos diferentes”, disse Fleischer. “Os cidadãos perdem com isso, porque não sabem ao certo quais direitos têm.”

A situação se complica mais devido ao fato de que “cada vez que uma pessoa usa um cartão de crédito [na internet], a informação pode atravessar seis ou sete fronteiras nacionais”.

O pedido da Google acontece três meses depois da divulgação de um ranking de política de privacidade elaborado pela organização Privacy International em que a gigante da internet ficou em último lugar.

A Google –que controla a maior página de buscas da internet e o site de relacionamentos Orkut–, foi a única empresa qualificada pela ONG como “hostil” à privacidade no ranking, que lista várias companhias e sites da internet de acordo com a forma como eles lidam com dados pessoais.

Empresas que atuam nos setores de aviação e comércio já adotam padrões globais para proteger informações confidenciais fornecidas pelos consumidores.

Fonte: Google

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